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Publicação de minhas idéias: Textos, poesias, etc Comentários: Domingo, Abril 03, 2005 ESTAÇÕES DO ANO O grãozinho chega da escola e diz: -Mãe, tem trabalho! Pesquisar sobre as estações do ano. Tem que ter ilustrações... vou logo fazer! O grãozinho foi para o quarto e escreve daqui, recorta dali... - Mãe, tá bom? - Vejamos: Aqui tem um errinho, não é s é ç - O grãozinho insiste, mas tá bom? - Claro que sim, filho! - Sim. Mas que traços são esses em volta das figuras? - Ora, mãe! é para ficar mais bonito. O grãozinhjo visivelmente preocupado indaga: - E a capa? O que desenho? - Que tal o Sistema Solar? E ele todo animado elabora a capa a seu jeito. - Que bom, mãe! Vou ser o primeiro a entregar o trabalho! No dia seguinte... O grãozinho irritado e chorando diz: - Mãe, rasguei o trabalho. Fiz picadinho dele! - O que houve, meu filho? - Sabe quanto a tia me deu no trabalho, sabe? - Quatro - Quatro? Você perguntou a ele por quê? - Ela disse que eu não coloquei o período das estações e nem o nome do livro. - Filho, onde está o roteiro do trabalho? Nele constava: ilustrar, início e término de cada estação e bibliografia. - Filho, você sabe o que é bibliografia? - Eu não, mãe! Parei, refleti e... - Para quando é a entrega do trabalho? - Para sexta-feira. - Então nós vamos fazer outro trabalho! O grãozinho está na segunda série, mas diante do quadro... Pesquisamos desde os movimentos da Terra, ao aparecimento do dia, da noite, do ano, etc. Que trabalho deveria ter mais valor? O que notoriamente o aluno não fez sozinho Ou o que facilmente percebemos Ser um trabalho feiit por ele? O grãozinho sorridente: - Mãe, a tia gostou do trabalho. - É filho! E qual foi a nota? - Sete - Sete? Não entendi nada! - O grãozinho diz: pensei que is ser dez. Silenciei por um instante pensando. Será que a escola vai deixar o grãozinho virar árvore? Depois, retruquei: - Perdoa, filho: a mamãe esqueceu da purpurina e do laço de fita! postado por: VANILDA LIZIETE RIBEIRO LOPES 7:19 PM Comentários: Segunda-feira, Março 21, 2005 Esta é a ilustração do poema Seu nome é um Número postado por: VANILDA LIZIETE RIBEIRO LOPES 4:18 PM Comentários:
postado por: VANILDA LIZIETE RIBEIRO LOPES 4:17 PM Comentários: Domingo, Março 20, 2005 SEU NOME É UM NÚMERO Jogada fostes sem ser questionada. Modelo francês, que bela mancada. Que erro terias, se pretendias, Popularizar o ensino, que mal teria? Tendenciosa e paternalista Nivelas por baixo seus figurinistas Corta-lhes a chance de competir Pois uma pequena parcela é que deve subir. Teu resultado é de se lamentar Povo ignorante é mais fácil manobrar E as "tias" navegam nesse barco, e o fazem com amor Cumprindo a função de rolo compressor Da classe popular, sem horizonte e sem valor. postado por: VANILDA LIZIETE RIBEIRO LOPES 8:39 PM Comentários: BARDO EDUCACIONAL Surgiste num jardim de cactos Com força, vigor e garra. Seu espírito ignescente me fazi crer Que a educação tomaria um novo rumo. Enfim, florescera no pântano uma bela flor. Mas quantas dificuldades encontrastes, Quantas cabeças vazias no caminho... Eras apenas um projeto sem garantia legal. E sem estar mitridatizado contra o sistema, Golpearam-te de uma maneira sórdida. E foste banido do processo como um João Ninguém. Mais uma vez a educação caminha Com movimentos anacrôniicos ao da criança, Impedindo o florescer de um Bardo Educacional, Tu, respeitável Animador Cultural. postado por: VANILDA LIZIETE RIBEIRO LOPES 8:32 PM Comentários: AULA DE FILOSOFIA O "Mestre" deslancha um palavreado Talvez profundo, talvez grego, talvez incoerente. A turma alheia ao seu discurso Protesta da forma que é natural a todo estudante, Transformando a aula em anarquia. O "Mestre", revoltado, desce do seu pedestal Engravata uma vítima e arrasta da sala até o corredor... Regressa à turma com toda autoridade Bate firme na mesa e brada: Não quero ouvir nenhum pio! Eis que um se levanta E, mirando a saída sem possibilidade de falha, Olha firme o "Mestre" e... piu...piu...piu... E já se encontra lá fora Piando, piando, e o "Mestre" atrás, Na fúria louca querendo alcançá-lo. E, assim, termina, mais uma estorinha Dos dramas vividos nas escolas. Nos resta uma reflexão: Alunos desinteressados, Ou professores despreparados? postado por: VANILDA LIZIETE RIBEIRO LOPES 6:09 PM Comentários: ALFABETIZAÇÃO Olhem bem esta frase! José comeu presunto. O espanto foi geral! Eu heim, tia! Comeu presunto? Qual é tia, você tá doida? Somente, então, a tia cai na real E resolve questionar os alunos. Vocês conhecem presunto? Claro, tia! Todo dia vejo um esticado lá no valão. Ela tenta desesperadamente explicar sobre o presunto que conhece contrastando com o da realidade da turma. Como fica difícil, no dia seguinte ela leva presunto. Ah! tia, não vou comer isso não!... Após insistir muito, resolvem provar, Mas com profunda desconfiança. Quem sabe, da próxima vez, Haja uma preocupação maior Em partir da realidade da criança Para, depois, expandir o seu vocabulário?! postado por: VANILDA LIZIETE RIBEIRO LOPES 5:59 PM Comentários: Domingo, Outubro 17, 2004 Lembrando dignamente o Dia do Professor: " Um líder religioso judeu visitou uma cidade e disse que queria conhecer suas fortificações. A autoridade local levou-o até a fortaleza onde estavam os soldados. depois da vistoria, o líder religioso disse: "Ainda não vi as fortificações. Por que o senhor não me levou a conhecer em primeiro lugar uma escola? Quem protege a cidade são os professores e não os soldados. Os professores são os heróis que protegem uma nação". postado por: VANILDA LIZIETE RIBEIRO LOPES 11:16 PM Comentários: Quinta-feira, Setembro 23, 2004 Ontem, quando voltava do trabalho para casa, pude com muita alegria assistir uma "cena" rara para os dias de hoje: o por do sol estava algo de extraordinário, foi quando então vi que alguém que estava no carro afrente do meu, esticou o braço pela janela com uma máquina fotográfica e buscando um bom ângulo, tiirou algumas fotos, mesmo com o carro em movimento...Que bom! ainda existem seres humanos curtindo a mãe natureza!... postado por: VANILDA LIZIETE RIBEIRO LOPES 9:45 PM Comentários: Sexta-feira, Agosto 13, 2004 AUCOREM (Ausência da confiabilidade e respeito mútuo) Se a Educação funciona como propagação, Hoje, temos dentro das escolas um vírus terrível. Ele é pior que o câncer. Ele é pior que a Aids. O câncer, a Aids e outros males matam, Mas a morte é fisiológica. O vírus a que me refiro mata, Mas a morte é espiritual. Mata a alegria da criança, Mata o respeito mútuo, Mata a esperança num mundo melhor. Mata a confiabilidade entre professor e aluno. Mata fundamentalmente a arte de educar. Não mata o corpo fisiológico, Este, perdura pelos horrores da vida Caminha vazio e trôpego. Desconhece as regras do bom relacionamento. Navega por um oceano de valores distorcidos. Em comunhão, andam em romarias No enterro de seus ídolos. O que fazer diante deste caos? Continuar com o jogo de Brincar de ensinar e Brincar de aprender? postado por: VANILDA LIZIETE RIBEIRO LOPES 10:31 PM Comentários: Quinta-feira, Julho 29, 2004 Estarei inserindo paulatinamente as poesias que compõe o livro "Um triste lugar chamado escola" com o objetivo de criar uma discussão sobre o que retrato. O parecer dos amigos que visitam o blog é muito importante. Estou aguardando o seu comentário para trocarmos informações. postado por: VANILDA LIZIETE RIBEIRO LOPES 3:48 PM Comentários: NORMAS OU ERROS EDUCACIONAIS Aline se apronta toda faceira Já vai para a escola Toda de branco e chapéuzinho. É início de aula, lá vem xaropeira. Na porta é barrada. De bermuda não entra! Mas isso é uma saia calça. Já disse: de bermuda não entra! Olha para o lado e que surpresa De mini saia uma colega entra. Então, retruca indignada: E assim pode? É claro, você não vê que é uma saia! Mas, se eu subo as escadas nada aparece, Se ela o faz, tudo acontece! Ordens são ordens, De bermuda não entra! Olho pela janela e Aline retorna. Mãe fui barrada... e narra o fato. Durma, querida, descanse e sonhe Com uma escola inexistente Onde o aluno se vitalize e viva contente. postado por: VANILDA LIZIETE RIBEIRO LOPES 3:41 PM Comentários: HORIZONTE PERDIDO Tia, sou criança Tenho sonhos e ilusões Tenho anseios a serem satisfeitos Tenho necessidades de aceitação. Tia, sorri p'ra você... Você nem notou. Com meu olhar, lhe pedi um carinho, Você não entendeu. Tia, não entendi... Você me chama de burro, Diz que não aguenta mais crianças, E que o problema é meu. Nisso tudo tia, não compreendo Por que dizem que meu futuro está na escola? Que devo estudar p'ra ser alguém. Será que o correto é repassar para alguém O que hoje recebo? postado por: VANILDA LIZIETE RIBEIRO LOPES 3:33 PM Comentários: Quarta-feira, Julho 28, 2004 BLOQUEIO O mundo é vasto Mais vasto ainda é o universo de uma criança que hoje te olha com avidez, muito mais do que ontem que ontem que te ulhava com respeito, E, de ti, espera mais do que conhecimento. Mais do que simplesmente o ler, escrever e contar. Ela vai muito além. De ti ela quer respeito pelo seu universo. De ti ela quer aceitação mesmo com o nariz escorrendo. De ti ela quer carinho mesmo exalando a xixi. De ti, hoje, muito mais do que ontem, ela espera tudo. E se já não consegues, por um instante sequer, Ter imaginação e coragem suficientes Para montar num cabo de vassoura junto a ela E transformá-lo num lindo cavalo alado, Como pretendes penetrar no universo dela? PS. Este poema faz parte do livro "Um triste lugar chamado escola", edição independente, com apoio da Sociedade de Cultura Artística, hoje, Academia de Letras de Duque de Caxias, prefaciado pelo poeta Carlos Ramos e comentado por José Louzeiro. postado por: VANILDA LIZIETE RIBEIRO LOPES 10:04 PM Comentários: Quinta-feira, Julho 22, 2004
postado por: VANILDA LIZIETE RIBEIRO LOPES 6:19 PM
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